Quarta-feira, 07 de Abril de 2010

 

O acordo ortográfico tem, provavelmente, uma mais consistente motivação económico-política do que linguística, e podemos interrogar-nos, como o fazia Miguel Sousa Tavares (MST) ontem, em "Sinais de Fogo", quanto à sua utilidade, uma vez que se mantêm duplas grafias que contemplam as diferenças fonéticas existentes na língua, quer em termos nacionais, quer até individuais (há, em Portugal, duas pronúncias para a palavra "sector" - uns pronunciam o "c", outros não). O que estranho é que MST tenha consagrado a primeira peça do seu programa à questão do acordo e tenha tomado como exemplo a confusão resultante da supressão do "c" na palavra "facto", que passaria a ser homónima de "fato" (roupa), confusão essa inexistente no Brasil, onde se usa o nome “terno” para designar aquilo a que chamamos “fato”. Ora a palavra em questão faz parte da lista das que vão ter dupla grafia, e bastaria uma consulta à Wikipédia para esclarecer a questão.

 

Imagem: http://farm4.static.flickr.com/3586/3377511198_0a35537822_m.jpg

 



publicado por tambemdeesquerda às 00:39
Espaço destinado a reflexões (geralmente) inspiradas na actualidade e na Literatura.
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