Terça-feira, 29 de Março de 2011

Apesar de sucessivos avanços e recuos de “rebeldes” e de forças do governo líbio, é pouco provável que estas últimas consigam resistir ao imenso poderio militar da NATO/Coligação. Mais mês menos mês, teremos instalado em Tripoli um governo made in USA / EU, aparentado com outros saídos de processos político-militares com alguma semelhança, como é o caso do Afeganistão e do Iraque, para onde a “democracia” foi igualmente exportada nos porões dos bombardeiros. (Como alguém disse, cheio de razão, bombista é o homem que tem a bomba, mas não tem o bombardeiro).

Entretanto, no terreno, não deixa de ser edificante a atitude submissa e mendicante dos “rebeldes” em relação à “ajuda” da “Coligação”. Agora, colocados perante a sua incapacidade para levarem a melhor, mesmo com os bombardeamentos que nada poupam (veja-se a este respeito o esclarecedor artigo de Miguel Urbano Rodrigues, em http://resistir.info/mur/libia_26mar11.html), parecem reivindicar uma intervenção terrestre, o que poderá não agradar muito às forças da NATO/Coligação, mas poderá vir a acontecer, bastando para o efeito que as televisões das democracias ocidentais continuem a inculcar na opinião pública a “informação” de que Kadhafi está a massacrar o seu povo até que o Conselho de Segurança da ONU se sinta suficientemente confortado para votar todas as zonas de exclusão que forem necessárias (com a eventual abstenção da Rússia, do Brasil, da Índia e da China e posterior declaração de desconforto da Liga Árabe).



publicado por tambemdeesquerda às 23:40
Espaço destinado a reflexões (geralmente) inspiradas na actualidade e na Literatura.
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