Quarta-feira, 02 de Novembro de 2011

 

Pasmei ao ouvir e ver, há pouco, num dos telejornais, o nosso bem-aventurado ministro dos estrangeiros, Paulo Portas, declarar, num castelhano aprimorado, que todas as autoridades portuguesas desejavam um pronto restabelecimento de Hugo Chávez. Agora, já só falta firmar um contrato com as autoridades cubanas para logo a seguir jurar, em Havana, que o governo português faz votos para que Fidel e Raul continuem inabaláveis como rochedos. Se o ridículo não mata, aparentemente a hipocrisia não é mais mortífera. Eu, que subscrevo, sem reserva mental nem antífrase, o anelo das “autoridades portuguesas”, espero que a Venezuela não venha nunca a conhecer o triste destino da Líbia, nem Chávez o de Kadhafi (o que muito agradaria ao Tio Sam). Se isso acontecesse e Portas mantivesse o seu múnus actual (uma desgraça nunca vem só), lá o teríamos a perorar na nossa própria televisão, lamentando cristãmente a morte de um ser humano, mas celebrando com os apaniguados do CNT local a submissão da Venezuela aos ditames do capital.

 

Imagem: http://farm5.static.flickr.com/4076/4797721152_77a0ebd1ed_t.jpg



publicado por tambemdeesquerda às 23:35
Espaço destinado a reflexões (geralmente) inspiradas na actualidade e na Literatura.
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