Sexta-feira, 09 de Outubro de 2015

Do seu discurso de apresentação como candidato à Presidência da República apenas ouvi, agora mesmo, uma curta passagem em que o Professor me pareceu justificar a sua candidatura como imperativo moral. Trata-se de pagar a Portugal o que o país lhe deu, e pagar aos portugueses, que tanto têm penado e que esperam por mais justiça e menos desigualdades. Em relação à sua dívida a Portugal, caro Professor, pela ínfima parte que me toca, não só aceito renegociá-la como desde já lha perdoo.

Quanto às injustiças e às desigualdades, lamento ver-me obrigado a uma atitude menos magnânima e a recordar-lhe que o Professor é e sempre foi militante e/ou dirigente de um partido que, nos últimos quatro anos (para nos ficarmos por esses) fez crescer exponencialmente a pobreza, as desigualdades e a injustiça social. Anunciando o Professor, agora, como objectivos da sua candidatura, "o combate à pobreza, a luta contra a desigualdade e a afirmação da justiça social", só posso ver nestas suas declarações uma notável e deplorável manifestação de hipocrisia política.

Sabemos ambos que aqueles eleitores que interpretaram as malfeitorias do seu partido e do respectivo cúmplice democrático e social como justo e merecido correctivo dado ao povo interpretarão a sua seráfica hipocrisia como virtude digna de louvor. Não obstante, confiante na sinceridade da sua crença em Deus e nas penas infernais que esperam os perjuros, endereço-lhe daqui, da minha irritada pequenez, um convite a que, ao menos, tenha remorsos. Aqueles que diz que teria "se não se apresentasse".

E aceite os protestos da minha indignação.



publicado por tambemdeesquerda às 19:55
Espaço destinado a reflexões (geralmente) inspiradas na actualidade e na Literatura.
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