Quinta-feira, 01 de Outubro de 2015

 Transcrevo do facebook:

 

"Partilho a parte final de um belo texto que recebi esta madrugada do meu querido e sábio amigo Galopim de Carvalho: "Perante esta realidade o único voto desejável é o que afaste do poder os que, com base na mentira, nos têm conduzido neste lamentável caminho. E esse voto, no momento que estamos a viver, em que as esquerdas não se entendem, e para pôr fim a esta infelicidade só pode ser o voto no PS. O meu voto sempre foi à esquerda deste partido, onde militam cidadãos que muito respeito a par de outros que “não tanto assim” e que têm responsabilidades na situação que tanto nos aflige. Como cidadão independente, liberto de fidelidades aos aparelhos partidários, disciplina que sempre rejeitei, vou votar no António Costa, que conheço bem e que reputo de Homem generoso, de palavra e de muita competência para o cargo de Primeiro Ministro nos tempos que se avizinham e que, como todos sabemos, continuarão a ser difíceis mas que desejamos sejam respeitadores da dignidade dos portugueses." Obrigada por mais esta lição de cidadania, Professor!" Helena Roseta

 

 

O que está em causa no dia 4 não é o carácter de António Costa, pessoa que considero estimável e por quem nutro simpatia. Em causa está a opção política de António Costa, que é a do prosseguimento das políticas de direita, sob a capa, enganosa, de uma sigla de esquerda, conforme nos tem mostrado a história da democracia portuguesa. Não duvido que António Costa acredite sinceramente estar no caminho certo, contudo, suspeito que Passos Coelho e Paulo Portas não estão menos convencidos da sua verdade. As verdades são sempre relativas. Pela minha parte, afiro a validade da minha pela observação do que se passou e passa em Portugal e no mundo desde que me conheço. E o que vejo não é propriamente glorioso, sendo que a diversidade cromática da realidade nunca afectou a existência de duas cores fundamentais, o preto e o branco ( a evidência de que uns exploram e outros são explorados, de que uns fomentam a guerra e outros dela fogem, de que uns sofrem e outros gozam as delícias da existência). Infelizmente, o PS não está vocacionado para acabar com este estado de coisas. O Professor Galopim de Carvalho, pessoa que não conheço pessoalmente mas que muito prezo, tem, certamente, presente o "filme" dos últimos 39 anos, feito de sequências ininterruptas de alternância no poder do PS e do PSD, umas vezes sozinhos, outras vezes coligados entre eles ou com o CDS (incluindo uma coligação PS/CDS). Inútil tentar apagar esta história. Por isso, faço minhas as palavras do Professor, mas altero-lhes o sentido: "o único voto desejável é o que afaste do poder os que, com base na mentira, nos têm conduzido neste lamentável caminho." Esse voto só pode estar à esquerda do PS, pelo menos enquanto o PS não entender o que é ser de esquerda.

Fernando Martins



publicado por tambemdeesquerda às 12:03
Espaço destinado a reflexões (geralmente) inspiradas na actualidade e na Literatura.
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