Quarta-feira, 24 de Novembro de 2010

Ele há esquecimentos que nos deixam deveras penalizados pelas consequências devastadoras que podem acarretar para a história da humanidade. É o caso do que me acometeu (se de um esquecimento se pode dizer que nos acomete) há dias, aquando da cimeira da NATO. Pois não é que me fui esquecer de uma dica que poderia ter ficado contemplada na definição do novo conceito estratégico, dando à cimeira de Lisboa um carácter ainda mais histórico? Veja-se só: desde há algum tempo – e isto faz a unanimidade das opiniões de governantes, comentadores políticos, economistas de serviço aos diferentes órgãos de comunicação social, jornalistas e opinadores sem habilitação própria – os mercados assediam os países economicamente mais débeis da União Europeia, aumentando incessantemente a taxa cobrada pelos empréstimos contraídos por esses Estados. No caso particular de Portugal, não há PEC nem austeridade orçamental que nos valham; o Governo bem se esforça – coitado – com medidas de contenção, de privação e de exclusão (nos salários, nas prestações sociais, no acesso ao consumo), mas todos os dias o juro da dívida sobe. Dizem os entendidos que Portugal, a Irlanda e a Grécia são, aliás, migalhas, porque o que verdadeiramente interessa aos mercados é atingir o colosso que é a Espanha. Se a saída de um dos pequenos PIIGS, Portugal, Irlanda ou Grécia, da Zona Euro já tornaria a situação da EU periclitante, a saída do maior, a Espanha, representaria o seu fim. E é aqui que eu quero chegar.

 

Tendo em conta que para a Aliança Atlântica o ataque desferido contra um dos seus membros é tido como ataque contra todos e deve sofrer a necessária e justa retaliação, o ataque que os mercados estão a concretizar contra alguns países da UE, membros de pleno direito da NATO, não deveria ser rechaçado pelos demais, a começar pela superpotência? A mim, parece-me de cristalina evidência que sim. E mais: não se deveria ripostar com falinhas mansas. A destruição causada nas economias nacionais e nas condições de vida dos trabalhadores configuram um retrocesso civilizacional. Os mercados são verdadeiras armas de destruição maciça. São uma ameaça para a humanidade. Não merecem qualquer contemplação.

 

Considerando o que ficou exposto, lamento ter-me esquecido de sugerir aos altos dignitários da NATO que estiveram entre nós há dias que promovessem o bombardeamento maciço dos mercados e das agências de rating. Contrariamente ao que está a acontecer na ex-Jugoslávia, no Afeganistão e no Iraque, das cinzas deles nasceria um mundo novo.


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publicado por tambemdeesquerda às 17:17
Sábado, 20 de Novembro de 2010

Agora que alguns dos maiores criminosos de guerra da história da humanidade se preparam para desocupar Lisboa e regressar aos seus países, transcreve-se um texto do sítio http://resistir.info bem elucidativo do que é a NATO e daquilo por que se traduzem as suas missões de paz no mundo.

 

Lisboa em estado de sítio, fronteiras encerradas, tráfego aéreo condicionado, trânsito automóvel cortado, circulação de pessoas sob vigilância apertada. Milhares de polícias e de militares colocados em alerta. Dez milhões de euros gastos em medidas de policiamento.
São estes os primeiros efeitos da cimeira da NATO.
Foi posta em marcha uma gigantesca campanha de confusão para fazer crer que Lisboa e o país estavam debaixo de ameaças à ordem pública e mesmo de actos terroristas. 
As verdadeiras ameaças vêm, porém, de outro lado.
Os chefes de Estado e as delegações presentes na cimeira da NATO não são desejados em parte nenhuma do mundo por razões bem palpáveis:
1999. NATO bombardeia a Jugoslávia (11 semanas): 2 mil mortos e 7 mil feridos.
2001/2010. EUA e NATO invadem e ocupam o Afeganistão: 20 mil mortos e 49 mil feridos.
2003/2010. EUA invadem e ocupam o Iraque: 1,3 milhões de mortos e 1,7 milhões de feridos.
Os mortos no Afeganistão e no Iraque são 434 vezes os mortos norte-americanos no 11 de Setembro de 2001; e 186 vezes as vítimas de todos os ataques terroristas verificados no mundo entre 1993 e 2004.
Em 2009, os gastos militares dos 28 países da NATO (770 mil milhões de euros) foram 2/3 do total mundial (1155 mil milhões de euros). Previsão para os próximos anos: crescer mais que a economia, apesar da crise.
EUA e NATO devastaram a Jugoslávia, o Iraque e o Afeganistão. São os grandes responsáveis pela corrida aos armamentos. O seu método é o terror de Estado. Os terroristas estão reunidos no Parque das Nações.

(in http://resistir.info)



publicado por tambemdeesquerda às 17:48
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