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Também de esquerda

Espaço destinado a reflexões (geralmente) inspiradas na actualidade e na Literatura.

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Armas de destruição maciça na Líbia

         Contrariando os desejos da ONU, da Coligação e da comunidade internacionais, o coronel Kadhafi e as forças fiéis ao regime, longe de deporem as armas, continuam – imagine-se! – a defender-se. Como diria o outro, já não há respeito. O que muito penaliza todos quantos continuam a depositar fé, esperança (e quiçá caridade) nos valores supremos da civilização cristã, neoliberal e democrata ocidental. Ora um tal despautério merece garantidamente uma resposta adequada, e essa não poderá esquivar-se ao habitual modelo de provas dadas, cujo se encontra em aplicação em paragens como sejam o Iraque. Como é do conhecimento geral, no Iraque a aplicação do plano de salvação do país das garras de Saddam Hussein decorreu, em última análise, da existência de provas inquestionáveis da existência de armas de destruição maciça, o que ficou amplamente demonstrado, quer por declarações insofismáveis de Tony Blair e Durão Barroso, quer por colóquio místico de George W. Bush com Deus, quer ainda por fotografias e outros documentos esmagadores apresentados pelo General Colin Powell nas Nações Unidas. Facto este que me determina, finalmente, a sair do anonimato em que tenho vegetado há decénios (praticamente, desde que nasci), vindo, por este meio pôr os meus modestos préstimos à disposição da comunidade internacional, da Coligação igualmente internacional e da Organização das Nações Unidas em Defesa da Civilização (ONUDC), a fim de tornar possível (política e socialmente falando) a invasão e ocupação da Líbia. Com efeito, possuo provas indesmentíveis da existência na Líbia de armas de destruição maciça em pelo menos duas das três tendas que o coronel utilizava nas suas andanças pelo deserto, antes da Odisseia ao Amanhecer, e até, em menor quantidade, mas mesmo assim não despicienda, na que trouxe aquando da sua estada em Lisboa. Não me perguntem como o soube, que estou obrigado ao dever de confidencialidade prescrito por um código deontológico pessoal e jurei não revelar as minhas fontes nem sequer ao Procurador-geral da República. Mas estou disponível para me encontrar com Obama, Sarkozy, Berlusconi e Sócrates/Coelho nas Lajes, para uma cimeira que ficará certamente para a História. Vale!

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