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Também de esquerda

Espaço destinado a reflexões (geralmente) inspiradas na actualidade e na Literatura.

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Palin e o divino

 A inenarrável Sarah Palin (inenarrável porque não se sabe por que ponta se lhe pegar) discursou na convenção nacional do “Tea Party” – uma espécie de baile de máscaras de alguns dos mais lídimos representantes da intelligentsia americana – pela módica quantia de cem mil dólares.
 
A ilustre assistência, compreendia um pouco de tudo – desde os que reclamavam a substituição, nos tribunais, dos códigos legais pelos Dez Mandamentos, aos que denunciavam a “ameaça da imigração”. Houve mesmo quem defendesse a realização de testes de literacia e civismo pelos potenciais eleitores. Quem chumbasse, não poderia exercer o direito de voto. Supõe-se que a sugestão não foi sufragada pelos participantes na convenção, já que seria contraproducente. Quantos deles teriam êxito no exame?
 
Porém, são as declarações de Palin, seguramente, as mais inspiradoras desta ínclita geração de militantes políticos americanos. Ela considera que o Tea Party é “o futuro da política americana” e que “a América está pronta para outra revolução”. Acrescentou, muito aplaudida sempre, que “se formos espertos /os Norte-Americanos, claro/, voltamos a pedir a intervenção divina para podermos voltar a ser prósperos e seguros.”
 
Felizmente para todos nós /Norte-Americanos e restantes habitantes da Terra/, não são. Caso o fossem, lá teríamos uma revolução abençoada por Deus.
 
Apetece pedir que a em-Palen.