UMA ANÁLISE, TÃO PROFUNDA QUANTO CONSIGO, DA ACTUALIDADE INTERNACIONAL, A VER SE CONSIGO DESTRONAR O MILHAZES
A estapafurdice de Trump e do seu imperialismo oblitera, no fundo, uma certa racionalidade – uma racionalidade cujos nexos lógicos não são fáceis de apreender. Com tal comportamento e a subserviência dos eurocratas que lhe estão rendidos (lembremo-nos do carinhoso Rutte, no beija-mão ao daddy, e da submissa rendição dos líderes europeus às imposições yankees, no tocante a taxas – os nossos corajosos líderes nem sabiam onde colocar as mãos…), ele vai conseguindo "soluções" seguramente transitórias, mas que, apesar de tudo, passam a imagem de alguém que consegue soluções de paz, por mais discutíveis que sejam.
Na Europa, a anunciada “solução” para a guerra entre os EUA/NATO/UE e a Federação Russa, por interposta Ucrânia, que fornece a carne para canhão, porá termo, no imediato, ao avanço do cerco da NATO à Federação, o que representará (parcialmente) a imposição pela força do que Minsk tinha acordado, pelo diálogo (sonso, para “ganhar tempo” – Merkel dixit). Não sabemos quanto tempo isso durará – admitindo que, nos próximos tempos, se vai concretizar – mas sempre será um episódio histórico com algum significado, e dissonante da retórica russofóbica de dirigentes europeus que ainda fingem acreditar em Jean Monet, no Pai Natal e no fim da utopia do homo homini lupus.
Na Palestina, onde o Estado americano de Israel, sem a estapafurdice de Trump, leva a cabo a sua política de supressão calculada de todo um povo (sem recurso ao excessivamente conhecido zyklon B) e que a opinião pública mundial, exceptuando os “comunistas” do costume, se mostre particularmente sensibilizada, é provável que, mais dia menos dia, comecem a surgir os estaleiros de construção da Riviera do Médio Oriente. Vai ser um locus amoenus, tópico literário do bucolismo quinhentista, com um senão apenas, que não há bela sem o dito cujo: este e outros Hamas vão crescer exponencialmente e fazer do Paraíso (um pouco por todo o lado) um local exageradamente quente para lá se poder estanciar.
Valha-nos Santa Zita, quer se abra quer não, que a Rússia já é cristã, mesmo sem a intercessão da Senhora de Fátima-Ourém e o Profeta vai continuar ocupado com os seus camelos.